NOVOS TIPOS DE DIABETES

Uma das doenças que mais cresce no mundo, o diabetes já atinge 415 milhões de pessoas. E pode ser muito grave, levando à cegueira, insuficiência renal e amputação de membros; um fim triste, se não for tratada e controlada. Se a pessoa conhece o risco e leva o tratamento a sério, pode ter uma vida boa.

Para propiciar diagnósticos mais precisos e o melhor tratamento, cientistas da Suécia e da Finlândia estão sugerindo classificar o diabetes em cinco tipos, em vez de apenas dois grandes grupos. O diabetes tipo 1 manifesta-se especialmente na infância quando o organismo não produz a insulina necessária para que o açúcar obtido dos alimentos chegue às células.

Já o tipo 2, que corresponde a 90% dos casos, surge quando o pâncreas produz insulina, mas ela não age como deveria, sobretudo por causa da obesidade. Ocorre a chamada resistência à insulina. A produção é aumentada, o que não resolve o problema. Até que o pâncreas se esgota e deixa de sintetizar a insulina. Mudanças de hábito, associadas a medicamentos, caso da metformina, que existe há mais de 50 anos, podem evitar esse desfecho.

No artigo publicado on-line em 1º de março de 2018 na Revista Lancet Diabetes & Endocrinology, os cientistas apresentam cinco categorias da doença:

• Diabetes grave autoimune equivale ao tipo 1, sendo caracterizado por deficiência de insulina e a presença de anticorpos autoimune.

• Diabetes insulino-deficiente grave atinge pacientes com insuficiência de insulina não relacionada ao peso, nem de origem autoimune.

• Diabetes insulino-resistente grave acomete pessoas com excesso de peso; embora a substância seja produzida, o corpo não responde como deveria.

• Diabetes leve relacionado à obesidade surge em idade precoce, em quem está acima do peso, mas ainda não manifesta resistência à insulina.

• Diabetes leve relacionado à idade é o que aparece mais tardiamente e tende a ter sintomas mais amenos.

A ideia de alterar a classificação me parece válida ao destacar a importância da obesidade no surgimento da doença e separar bem os pacientes que necessitam de insulina dos que não necessitam. Mas por enquanto a divisão em tipos adicionais não altera em nada o tratamento desse quadro.